domingo, 1 de março de 2015

Para começar a fazer dança do ventre!

Muitas meninas (ou meninos, Tito está aí pra mostrar que eles podem arrasar também na dança do ventre) sonham em fazer sua primeira aula de dança do ventre, mas sempre bate aquela dúvida: será que levo jeito? Meu corpo é ideal para a dança? Tenho que ter algum material específico para dançar? Onde posso fazer aulas?
Começando de trás pra frente, sim, buscar uma boa professora e/ou uma boa escola é fundamental para se iniciar na dança do ventre, não vá querer parecer uma múmia paralítica dançando por ter postura errada, braços errados e, pior ainda, causar lesões sérias no seu corpo! Para isso disponibilizamos aqui já algumas dicas de escolas e professoras (que pretendo atualizar, prometo!). Mas lugar escolhido, data e horário marcados, o que mais devo me preocupar?

1 - Com que roupa, eu vou!
Use roupas maleáveis e leves! Você vai se exercitar bastante! Em geral as calças de ginástica são as mais comuns em aulas de dança do ventre, mas shorts, saias, bermudas de tecidos elásticos e leves são bem vindos também. É sua escolha também deixar a barriga de fora ou coberta, tops, regatas, mas é importante apenas marcar o tronco com a roupa - se o cobrir - para que possa ver os movimentos. Alguns locais possuem xales de medalhinhas e frufruzetes para emprestar durante as aulas e você marcar seu quadril e ouvir se está fazendo os movimentos dentro do ritmo, eles são bem úteis para quem está começando, mas com ou sem eles, você vai aprender a dançar!

2 - Devo ser gorda para dançar? Ou devo ser magra? Ou devo ser jovem?
Vamos dançar e nos divertir, não ser paniquetes!hehe. A aula segue aumentando a intensidade dos movimentos, mas você não é abrigada a fazer o que não se sente bem ou tem ainda condições físicas de fazer. Gordura nem magreza são impeditivos de dançar, muito menos idade! Vejo senhoras muito mais desenvoltas que muitas menininhas numa mesma aula, e o mais importante: elas estão felizes consigo mesmas! Não há um corpo ideal para a dança do ventre se você quer praticar como um estilo de dança, um hobby. Certamente nas profissionais a maioria é magra, mais por uma questão cultural do que por uma imposição ou condição da dança, mas isso não impede também que tenhamos lindas e poderosas dançarinas do ventre de todos os corpos e idades.

3 - Para fazer dança do ventre tenho que investir em algum material?
O xale de medalhinhas é bem legal de se ter para quem está começando e com o tempo, você pode adquirir materiais que fazem parte do universo bellydancístico, como: snujs, bastões, espadas, véus e principalmente roupas! Nada disso é imprescindível para quem quer dançar, mas conforme o tempo passa, nós vamos querendo adquirir certas coisas mesmo, principalmente a roupa se nossa escola e/ou professora organiza/participa um evento de dança do ventre. Mas tenha em mente que ninguém é obrigado a se apresentar ou comprar objetos da dança só porque a pratica! Isso deve ser uma iniciativa da própria pessoa, se ela quiser ter algo, como vemos em tantas outras modalidades de dança por aí.

4 - O que a dança do ventre pode me trazer?
Primeiramente, acho que toda praticante é unânime em dizer que traz uma melhor autoestima! Afinal, você precisa ser sensual, né? Precisa mexer partes do seu corpo que talvez nem conhecesse (assoalho pélvico!), daí além do autoconhecimento, rola também uma maior aceitação, você perceber o quanto pode ser bonita e graciosa apenas com movimentos. Além disso, uma coisa que te garanto: dança do ventre vai te viciar em música árabe! Olha que pessoa eclética você vai ser, haha! Não tem coisa melhor que sair da mesmice?

Então gente, acho que são os pensamentos e questionamentos básicos, no resto é correr atrás. Fica aqui a dança de uma das minhas musas no início da minha trajetória na dança do ventre: Ansuya!

sábado, 26 de abril de 2014

O "uniforme" da Dança do Ventre

O que faz uma dança é o cabelo? É o peso? A altura? A atitude? As habilidades? O quê?
Hoje, conversando com um amigo que tem uma namorada super fofa de cabelos curtos, surgiu a seguinte pergunta: "Não existem dançarinas com cabelo curto, né?"! E eu, prontamente, disse "nãaao" e lembrei logo de uma bailarina pouco convencional, a Rosa Noreen, que tem DVD lançado e tudo. Ela tem umas coisas bem interessantes!
De fato, pesquisando no google o termo "Dança do Ventre", os resultados mostram dançarinas de cabelo longo, a maioria magra. Acredito que há crenças sobre como uma dançarina deve mesmo "parecer", assim como também há variações desses esteriótipos. Tenho um exemplo que gosto de usar, pois no Studio onde trabalho há duas perguntas constantes e que são divertidas porque são contrastantes: "tem que ter uma barriguinha pra dançar, né?" contra "tem que ser magra pra dançar, né?; às vezes essa última varia assim: "fica mais bonito quem é magra, né?", ou "quem é gordinha pode dançar?". Essas perguntas me mostram que o "uniforme" varia, mas existe na cabeça de muitas pessoas um uniforme, um esteriótipo, um jeito de ser melhor, ou mais adequado pra dançar. É engraçado porque a Dança do Ventre por si só já é tão contravencional, não é mesmo? 

Mas eu mesma já me surpreendi vivendo isso. Na minha primeira apresentação eu queria me vestir do meu jeito, mas me convenci que, além do meu jeito ser super sem graça, eu tinha que "parecer uma dançarina do ventre". E como elas são? Bom, na minha cabeça, elas usavam unhas vermelhas, batom vermelho, olho super preto, cabelo solto e a roupa tinha que ser bonita e chamativa e ter alguma fenda mostrando a perna. Ah, e usam muito strass!!! Conclusão: eu odiei. Eu que sempre fui tão fiel a mim mesma prometi que dali em diante só iria dançar do jeito que EU sou. Já na segunda apresentação, eu fui com uma roupa mais simples que a anterior, bonita, fiel ao meu estilo de ser, esmalte clarinho, de trança, maquiagem menos marcada e bijuterias discretas. Eu me achei LINDA e sai muito, muito feliz dali. Reflete comigo: a gente dança pra quê?
Não quero me alongar, mas vou te fazer um pedido muito importante, caso tenha mais tempo pra ler um texto super interessante que tem TUDO a ver com esse tema. É muito bom e está em inglês, mas se você se interessa pelo assunto, vale o esforço. Acessa vai? Por favor, clica aqui e depois volta: http://www.gildedserpent.com/cms/2010/07/18/andrea-deagon-belly-dance-in-patriarchy/
Voltando às lindas dançarinas de cabelo curto. Não existe só a Rosa Noreen, ainda bem. Fui lembrando de tantas outras e vim compartilhar por aqui. Porque, o que faz uma dança é o cabelo? É o peso? A altura? A atitude? As habilidades? O quê? Vem comigo assistir Dança? Dança do Ventre? (siiiiim \o, porque é bom demais, né?) Vambora!

Quer acrescentar alguém? Fique à vontade pra comentar!
Esmeralda Colabone
 Mariana Quadros
Lalitha
Nadja el Balady
Isete Najla
Sera Solstice
 
Zeinat Olwi
Samia Gamal
Tahya Karioca
Nadia Gamal

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Primeiros Passos de Samara Nyla

Samara Nyla é formada em Geografia e pós-graduada em Psicopedagogia. No entanto, estuda Dança do Ventre desde 1999, quando tinha apenas 12 anos de idade. É uma bailarina conhecida por sua leitura musical refinada e performances de improviso. Atualmente, mantêm-se em constante estudo com diversos profissionais internacionais e nacionais, mas seus principais professores são Samra Sanches e Nami Hanna. Já participou de diversos programas na televisão como Big Brother Brasil, Fantástico, a novela "O Astro", entre outros. Em 2012 abriu seu próprio espaço de dança, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, o Studio El Said de Dança, onde ministra aulas (entre outros locais). Ela também possui um atelier especializado em figurinos para Dança do Ventre e de moda fitness que leva seu nome como marca em parceria com sua mãe Gilda Marques. Vamos conhecer um pouco do seu início?
Samara Nyla ainda loira em 2003
Porque você começou a dançar a dança do ventre? 


Meu primeiro contato com a dança do ventre foi em 1998 quando fui assistir a CIA de danças Yahliw com Luciana Midlej e Adriana Almeida em uma feira cultural no RJ. Me apaixonei pela dança mas não iniciei meus estudos naquele ano. Eu comecei a dançar aos 12 anos de idade devido a um problema de saúde (ovário policístico) e minha médica me indicou fazer dança do ventre 2 vezes na semana para dissolver os cistos do meu ovário. Achei aquilo muito interessante pois não sabia que a dança era bom para esse tipo de problema. Com 1 ano de aula a minha médica constatou a eficácia da dança e eu já não tinha mais nada. Mas a esta altura eu já estava apaixonada por essa arte tão magnífica que nunca mais parei e indico a todas as mulheres que tem ou venham a ter qualquer tipo de problema parecido com o que eu tive.

Como foram as primeiras aulas? 
A primeira aula foi muito engraçada! rs Eu achei todos os movimentos muito estranhos no corpo, mas ao mesmo tempo achei leve, bonito e comecei a gostar do que vi que meu corpo podia fazer. Com o tempo, e claro com treinos, que a gente percebe como os movimentos ganham mais formas e se tornam mais fáceis, muito bons!
Quais eram as suas dificuldades e como você as superou? 
Minha maior dificuldade era parar as mãos! rs Eu fazia todos os movimentos e os braços e mãos ligados no 220V! rs Eu acho a coordenação de mãos e molduras de braços a parte mais difícil da dança, estudei muito sobre isso e tive uma mestra maravilhosa, que até hoje está presente em minha vida, que é a Samra Sanches. Com ela aprendi a ter mais calma para dançar e a coordenar melhor os braços e mãos. 
Uma história peculiar sua com a dança do ventre. 
Sempre me achei muito baixinha!!!! rsrsrs e com isso, quando eu comecei a dançar com véu de seda eu sempre me embolava nele. Daí o véu parecia mais uma burca colorida do que um elemento de dança. Meus braços sempre foram muito curtinho devido também a minha altura e eu tive que trabalhar muito a questão do véu na minha dança.

Um recado para quem está começando ou continua estudando. 


Para quem esta começando a dançar agora eu digo siga em frente e mergulhe de cabeça nessa arte milenar tão rica e encantadora que é a dança do ventre. Estude sempre, se aperfeiçoe cada dia mais, treine e busque seus objetivos, não se deixe levar por decepções do mundo da arte, viva intensamente a sua emoção ao dançar!

Primeiramente quero agradecer a Jesus, que me deu esse dom que tanto amo que é dançar e por ele fazer a minha vida muito mais colorida devido a dança. Quero agradecer também a Luciana Midlej e Adriana Almeida por terem sido, sem saber na época, as grandes motivadoras do meu sonho se tornar realidade, porque foi as vendo dançar que eu me apaixonei pela arte. Agradeço a minha médica na época, Drª Sandra Barcelos, que me mandou fazer a dança para melhorar minha saúde. Mas agradeço mesmo imensamente a minha mãe, Gilda Marques, por ser a maior fã e parceira que eu tenho, por ter me dado força desde primeira aula, por ter sido ela a me levar para ver meu primeiro show de dança do ventre e por ela ter batalhado junto comigo a minha melhora de saúde na época, obrigada minha heroína! Agradeço também ao meu marido Rick Araujo por todo o carinho e empenho de trabalhar junto comigo e de ser tão compreensivo com a minha dança e por fim, ao meu avô Lino Marques que era contra a dança no início, mas logo mudou de ideia quando descobriu a cultura e o quanto estudamos para fazer bonito no palco.

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Vamos ver o Antes e Depois dos vídeos da Samara?
(2008)
(2012)

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